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MOSTRA REVELANDO OS BRASIS
“Revelando os Brasis” tem por objetivo promover a inclusão e a formação audiovisuais por meio do estímulo à produção de vídeos digitais, contribuindo para a formação de receptores críticos e para a produção de obras que registrem a memória e a diversidade cultural do País. O projeto nasceu na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, em 2004, e faz parte de um conjunto de ações para democratizar o acesso aos meios de produção audiovisual, permitindo aos moradores das pequenas cidades o contato com as novas tecnologias e a possibilidade de contar as suas próprias histórias, promovendo a criação de obras que retratem o seu universo simbólico. A partir de um Concurso de Histórias destinado somente a moradores de municípios com até 20 mil habitantes, os interessados enviam textos contando as histórias (reais ou de ficção) que gostariam de transformar em vídeo. Quarenta histórias são selecionadas a cada edição, e seus autores participam de oficinas preparatórias de roteiro, direção, produção, fotografia, som, edição etc. Na etapa seguinte, os selecionados colocam em prática o aprendizado recebido. Cabe aos diretores organizar a produção local, coordenando o trabalho de sua equipe e dos colaboradores. Cada vídeo tem até 15 minutos de duração.
Programa 2 (105´)
Dia 05/12, às 18h15 – Cine Praia Grande; Dia 06/12, às 08h00 – Plataforma Univima;
Dia 07/12, às 18h00 – Cine Clube Ong Formação.
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O Arroto do Boitatá – 15’
Ferreira Gomes - AP
Direção: Sandra Rocha
Ficção: Há muito tempo, um jovem índio se enamorou pela Lua Cheia, jogando-se no Rio Araguary para encontrar a imagem da Lua refletida na água. Dali, a Lua fez surgir uma cobra grande e brilhosa que colocava fogo pela boca. Com o tempo, a cobra ficou tão grande e pesada que foi afundando, tomando conta de todo o Amapá. O boitatá come pouco, mas faz um estrago grande, principalmente quando tem crise de arroto.
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O Grande Balé de Damiana – 15’
Santarém Novo – PA
Direção: João Loureiro Jr.
Ficção: Encantada pela magia do carimbó, Damiana resolve dançar na Festa de São Benedito, ignorando a secular tradição que proíbe a participação de jovens. Ao quebrar essa regra, Damiana dá início a uma lenda que irá marcar para sempre o imaginário de Santarém Novo e do jovem Donato, que verá sua descrença cair por terra ao ver Damiana em seu eterno balé de carimbó.
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Remando Contra a Maré do Atraso – 15’
Passagem Franca – MA
Direção: Leonício Aires da Silva
Ficção: Maria da Luz vive da quebra do babaçu. De Lagoa do Mato, no Maranhão, até Teresina (PI), cidade grande mais próxima, a distância estimada é de 200km. Por causa do problema de saúde da filha, Da Luz tem que fazer mensalmente esse trajeto de ida e volta a Teresina, o que lhe custa R$ 50,00 contados e economizados duramente. Na última de suas viagens, ela perde o dinheiro logo ao sair de casa, mas não desiste, e vai negociando as dívidas ao longo do caminho.
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Perseverança – 15’
São Sebastião da Boa Vista – PA
Direção: Mauro Bandeira
Documentário: O Grupo de Artes e Expressões Marajoaras Artemar começou como um grupo teatral, até que seus integrantes tiveram a idéia de formar um grupo musical tipo pau-e-corda com curimbós, flauta, banjo, maracás etc. A proposta do Artemar é valorizar o carimbó, que é a identidade musical do marajoara.
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Cajueiro Cor Marrom-Escura – 15’
Cajueiro da Praia – PI
Direção: Meire Nascimento
Documentário: Localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Rio Parnaíba, onde há rios e praias totalmente preservados e a presença do peixe-boi marinho em habitat natural, Cajueiro da Praia oferece roteiros para passeios em canoas. Um desses roteiros passa pela Rota do Café. Conta-se que, entre 1954 a 1966, postos clandestinos foram abertos nesses rios para escoar café contrabandeado de São Paulo e Minas Gerais com destino aos Estados Unidos e às Guianas.
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Caldeirões do Padre – 15’
Saboeiro – CE
Direção: Jotemir Paulino
Ficção: Na imobilidade da pequena Saboeiro, uma mulher religiosa chega ao limite de sua vida pacata ao apaixonar-se pelo padre. Sua vida e a da própria família viram ao avesso.
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Manã Bai – 15’
Jordão - AC
Direção: Zezinho Yube
Documentário: Pioneiro entre os professores indígenas do Acre, Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá foi alfabetizado na língua dos brancos pelos patrões seringalistas, mas não desistiu de aprender e de preservar a língua e as tradições de seu povo. Professor bilíngüe formado pela Comissão Pró-Índio do Acre e autor de vários livros escritos na língua hãtxa kui (ou “língua verdadeira”), Joaquim é coordenador da Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC). Em 2006, ele recebeu o diploma no Curso de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal de Mato Grosso.
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