Espaço de reflexão: 2º Fórum de Produção Audiovisual
Três dias para se pensar a capacitação, produção e difusão no Maranhão
O audiovisual é um instrumento econômico, ideológico e cultural que contribui na formação e reafirmação de cada indivíduo, e nos dias 03, 04 e 05 de dezembro, na Associação Comercial do Maranhão, São Luís terá a oportunidade de refletir sobre o assunto, discutindo questões sobre capacitação, produção e difusão no 2º Fórum de Produção Audiovisual, um espaço de trocas de experiências e debates. O evento integra o projeto “Maranhão na Tela” e busca resultados concretos para implantação de políticas públicas voltadas para esse setor no estado do Maranhão. A ordem escolhida para as temáticas de cada mesa obedece a um critério de complementaridade. “Você não produz, se não dominar a técnica, tiver capacitação para produzir e então difundir”, explica Mavi Simão, idealizadora do projeto.
Ao longo de cada tarde serão realizadas duas mesas de discussões, a partir das 14h30min. Dia 3, dentro da temática de capacitação as mesas serão: “O Maranhão na Rota da Capacitação Audiovisual” e “Cinema de Periferia: O papel do terceiro setor no desenvolvimento de ações de capacitação”. Já no segundo dia o tema é a produção, com as mesas “Produção de baixo custo: É possível fazer cinema sem dinheiro?” e “Em pauta: O Maranhão e a Produção Independente”. Dia 5, o foco será a difusão, com debates em torno do “Circuito Alternativo de Difusão”, e o encerramento contará com uma palestra sobre a produção de animação no Brasil, com César Coelho, diretor do Anima Mundi, terceiro maior festival de animação do mundo.
Processo Democrático - A construção do fórum está sendo feita de forma participativa, com o apoio da “Comissão Maranhão na Tela”, que surgiu de forma espontânea nos cursos de roteiro e documentário; direção e produção, oferecidos gratuitamente pelo projeto, em outubro. “A forma democrática de pensar o fórum vai fazer toda diferença este ano. Os cursos foram excepcionais, agregadores e colaboraram com a manutenção do debate sobre o audiovisual em nosso Estado. Uma discussão que deve ser efervescente ao longo do ano e não em alguns momentos pontuais”, afirma a jornalista Patrícia Azambuja, que participou do fórum ano passado.
As mesas sempre contarão com profissionais locais e também de outros estados. “Por meio dos representantes locais é que haverá uma identificação com os participantes”, explica Mavi Simão. Ao final de cada dia será feita uma lista com as demandas suscitadas pelos participantes. A mobilização de quem tem interesse em produzir trará resultados positivos e duradouros para o cenário do audiovisual maranhense.
SAIBA MAIS
1ª edição do fórum - No ano passado o fórum discutiu o audiovisual em diversos contextos, tais como educação, juventude, cultura mercado, entre outros temas que foram tratados a partir da reunião de instituições públicas, privadas, ong´s, fundações, profissionais, estudantes e produtores culturais.
Fórum das TVs Públicas - Experiências como as do Fórum de debate sobre as TVs públicas no Brasil, realizado em 2006, refletem a importância desse tipo de espaço para discussões. Essa foi uma iniciativa do Ministério da Cultura, durante a gestão do ex-ministro Gilberto Gil.
A primeira das três etapas do processo organizou uma política pública para as emissoras públicas do Brasil. Cada organização que participou dos eventos elaborou um diagnóstico para auxiliar nas discussões sobre o futuro do setor. Na segunda etapa foi elaborada uma proposta de política. A terceira etapa consistiu na realização de um seminário nacional.
Foi a primeira vez que o governo reconheceu o campo público da comunicação. A socialização da informação e o reconhecimento de cada parte como um mesmo campo foi uma vitória trazida pelo fórum.
Os integrantes ouviram a opinião de várias entidades da sociedade civil e do governo e publicaram um caderno com os resultados do primeiro diagnóstico do setor. O material está ajudando a revelar o perfil das televisões não-comerciais do país e, ao mesmo tempo apresentando sugestões de mudança, consolidadas em um plano de desenvolvimento para as emissoras públicas.